24.02.2026 às 14:58h - atualizado em 24.02.2026 às 15:11h - Santa Catarina

Defesa Civil aponta duas possíveis causas para a morte de milhares de peixes em rio de SC

Ricardo Orso

Por: Ricardo Orso São Miguel do Oeste - SC

Defesa Civil aponta duas possíveis causas para a morte de milhares de peixes em rio de SC
Foto: Juan Todescatt, NSC TV

Milhares de peixes mortos foram encontrados boiando na superfície do Rio Imaruim, no trecho da Avenida Rio Grande, na região Central de Palhoça, na Grande Florianópolis na segunda-feira, 23. As imagens registradas no local rapidamente repercutiram entre moradores, levantando questionamentos sobre o que pode ter provocado a mortalidade dos animais.

De acordo com a Defesa Civil do município, a ocorrência ficou concentrada na região da foz do rio. Uma varredura foi realizada ainda na segunda-feira, mas, segundo o órgão, não foram identificados outros pontos com peixes mortos ao longo do curso d’água.

O órgão municipal trabalha com duas hipóteses: descarte irregular de embarcação de pesca ou a entrada acidental no rio de um cardume de manjubinhas, espécie de água salgada, o que teria provocado choque osmótico. Porém, um especialista ouvido pelo NSC Total aponta como mais provável para a causa da morte a baixa concentração de oxigênio na água, possivelmente associada à poluição e à degradação ambiental do trecho.

Defesa Civil trabalha com duas hipóteses

Conforme o coordenador da Defesa Civil de Palhoça, Julio Marcelino, duas hipóteses são consideradas. A primeira é de que tenha havido descarte irregular por parte de alguma embarcação de pesca.

— Esses barcos utilizam pesca de arrasto e acabam descartando peixes muito pequenos. Isso acontece em todo o litoral catarinense — explicou.

A segunda possibilidade envolve a própria característica da espécie encontrada. Segundo a Defesa Civil, trata-se de manjubinha (Anchoviella lepidentostole), um peixe de água salgada. A suspeita é de que um cardume possa ter entrado no rio por engano.

— A manjuba é um peixe de água salgada. Ao entrar em um ambiente de água doce, ocorre um choque osmótico, porque a concentração de sais no rio é muito menor do que no mar. Isso pode prejudicar o organismo do peixe, inclusive seus órgãos — detalhou o coordenador.

Ainda de acordo com o coordenador, não foram encontradas outras espécies mortas no local. A área é de manguezal, onde a oxigenação da água costuma ser mais baixa, mas não há registro de indústrias nas proximidades que possam ter lançado componentes químicos no rio.

IMA acompanha o caso

O caso é acompanhado por diferentes órgãos ambientais e de fiscalização. O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) realizou a coleta de amostras da água na tarde de segunda-feira para análise. O resultado ainda não foi divulgado.

Também foram notificadas a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e a Polícia Científica de Santa Catarina. Na manhã desta terça-feira (24), a Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina acompanhava o laboratório durante nova coleta de material para subsidiar a investigação do IMA.

Fonte: NSC Total

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