19.02.2026 às 08:48h - Geral
O Papa Leão XIV fez um apelo diferente para a Quaresma deste ano, além da tradicional abstinência de alimentos, ele quer que os fiéis façam também um “jejum da língua”. A proposta é simples e desafiadora: evitar palavras ofensivas, julgamentos precipitados e comentários que machucam.
A mensagem foi divulgada nesta semana e marca o início do período de 40 dias que antecede a Semana Santa, tempo que o pontífice define como “tempo de conversão”.
Segundo o papa, a preparação espiritual passa de tudo pela escuta. “A disponibilidade para escutar é o primeiro sinal de quem deseja se relacionar com o outro”, afirmou. Ele explicou que ouvir a Palavra de Deus na liturgia ajuda os cristãos a desenvolverem uma escuta mais verdadeira também no dia a dia.
Mas o jejum, alerta Leão XIV, não pode virar motivo de vaidade. Para ser autêntico, deve ser vivido com fé, humildade e incluir outras formas de privação como abrir mão de palavras que ferem.
“Comecemos por desarmar a linguagem”, disse o papa, citando exemplos como palavras mordazes, julgamentos temerários, fofocas sobre quem não está presente e calúnias.
No lugar disso, ele propõe mais gentileza na família, entre amigos, no trabalho e até nas redes sociais. “Muitas palavras de ódio podem dar lugar a palavras de esperança e paz”, afirmou.
Ao encerrar a mensagem, o papa pediu que os fiéis rezem por uma Quaresma que torne os ouvidos mais atentos a Deus e mais sensíveis ao sofrimento do próximo. “Que nossas comunidades sejam lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido”, concluiu, concedendo sua bênção.
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