06.02.2026 às 15:42h - Geral
Em laudo enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), a Polícia Federal informou que, neste momento, não há indicação de transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para atendimento em nível hospitalar, apesar das comorbidades apresentadas.
Segundo o documento, Bolsonaro apresenta sinais e sintomas neurológicos que podem aumentar o risco de novos episódios de queda, o que exige investigação diagnóstica complementar.
A PF destaca ainda a necessidade de monitoramento clínico diário, controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, uso contínuo de múltiplos medicamentos, além de acesso rápido a exames laboratoriais e de imagem. O laudo também aponta a importância de atendimento médico imediato em caso de intercorrências.
Em um dos trechos, os peritos são questionados se a falta desses cuidados poderia gerar riscos graves. A resposta foi direta:
“A não observância das medidas médicas descritas pode acarretar risco de complicações graves como pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, AVC, insuficiência renal, quedas com traumatismo craniano ou morte súbita?
Resposta: Sim.”
Após receber o documento, o ministro Alexandre de Moraes encaminhou o caso para análise da PGR (Procuradoria-Geral da República).
Pedido de prisão domiciliar
Nesta semana, a defesa do ex-presidente voltou a pedir ao STF a concessão de prisão domiciliar. Os advogados alegam uma piora recente no quadro de saúde, com episódios de vômitos e crises intensas de soluço.
A defesa também solicitou mais rapidez na conclusão da perícia da Polícia Federal.
No dia 15 de janeiro, ao determinar a transferência de Bolsonaro da Superintendência da PF para a Penitenciária da Papuda, Moraes deu prazo de dez dias para a apresentação do laudo médico. Com base nesse documento, o ministro vai decidir se autoriza a prisão domiciliar ou um eventual encaminhamento para hospital penitenciário.
Fonte: R7
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